quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Alegria no sofrimento


ALEGRIA NO SOFRIMENTO

 Objetivo: levar os ouvintes a entenderem que mesmo em meio a sofrimentos, uma vez com Cristo, estes são transformados em alegrias. Texto: Filipenses 1: 9-18 Local: Congregação no Vale do Aviário

 INTRODUÇÃO
 Filipenses apresenta Jesus cristo, nossa alegria.

 É POSSÍVEL TER ALEGRIA NO SOFRIMENTO? ·

 A palavra alegria ou regozijo aparece 16 vezes na epístola. · Custa-nos crer que Paulo está escrevendo acorrentado na prisão. · Cidaco diz: Deus não tem prazer em nosso sofrimento, mas nossas aflições têm propósitos nobres, que vão além do momento. Por meio deles é que Deus nos trará grandes bênçãos. O resultado será uma fé amadurecida, um caráter solidificado, que nos permitirão resplandecer como nunca a luz da glória de Cristo.

 É POSSÍVEL TER ALEGRIA NO SOFRIMENTO?
 Paulo como exemplo.

 1 – NO SOFRIMENTO: ORAR (v.9-11) hoje, quando oramos, nossa preocupação maior é com o que é exterior (doenças, problemas, família) e para Paulo o conteúdo de nossa oração é o interior: · Que o amor aumente (v.9) – amor que nos une a Cristo. · Aumente o conhecimento (v. 9) – não podemos crescer sem o conhecimento da Palavra de Deus. (crescimento doutrinário) · A percepção (discernimento) (v.9) – distinguir, discriminar as coisas. Agindo assim, resultará em: prioridades corretas. (v.10) Capacidade de organizar nossos deveres. Nossas prioridades: · Deus · Companheiro · Filhos · Trabalho · Trabalhos da igreja § Vida sincera (pureza) – sem cera. § Vida inculpável (irrepreensível) – não significa vida sem erros, mas sim uma vida que não tem prazer no erro. § Vida justa, com propósito (v.11) § Para o dia de Cristo: quando a doutrina da volta de Cristo é entendida e biblicamente vivida ela produz vidas sinceras, inculpáveis, cheia de frutos (Tito 2:11-13) Quantos cristãos encaram a oração como se fosse um dever, em vez de um maravilhoso canal de comunhão com Deus. Orar produz alegria.

 2 – NO SOFRIMENTO: SOMOS USADOS (12-14) A situação de Paulo · O que aconteceu com ele? (v.12) – Contribuiu para o progresso do evangelho · Quem Paulo evangelizou? (v.13) – A guarda Pretoriana, soldados da elite da corte romana. § Paulo estava preso a um soldado. O povo vinha ouvir Paulo pregar. O interesse dos soldados pelo evangelho os fazia falar dele por toda parte. · Quem Paulo inspirou? (v.14) – Essa atitude deu coragem aos irmãos para pregar sem receio. Há grande poder no testemunho do crente fiel. O crente que trabalha para Cristo, quando tudo está contra, serve de estimulo para outros.

 3 – NO SOFRIMENTO: ALEGRO-ME (15-18) A motivação de Paulo e dos outros. · Alguns são motivados pela auto-promoção (v.15) – política, inveja, etc. (valores terrenos). Gl 1.6-9: qualquer coisa além do que foi ensinado é anátema (maldito). · A motivação de outros era genuína (v.15) – (a alegria de Paulo, que mesmo acorrentado, anunciava o evangelho, motivou-os) – efeito em outros > proclamar as boas novas. · A motivação de Paulo (18) – Cristo era sua motivação. “A alegria é um pássaro; deixe-a voar livremente para que o seu canto seja ouvido por todos os homens”. · Os pecadores são atraídos a Jesus pela alegria dos crentes. · Cristo deve ser sua alegria, sua confiança, e o alvo da sua vida. Paulo fala-nos do seu alegre triunfo sobre circunstâncias difíceis, graças à sua confiança em Cristo.

 CONCLUSÃO
 O que determina o seu comportamento, a sua alegria? São as circunstancias? O meio ambiente? Ou a sua convicção profunda de que Jesus Cristo é o seu Salvador, Senhor, Mestre e capitão da sua alma. Se Ele ainda não o é, determine hoje levar Deus e a Sua Palavra a serio, e você verá que Jesus trará uma paz mesmo nas adversidades.

 Magna Mosser 20/05/2003











                           


quarta-feira, 3 de julho de 2013

PROFETA




                                                                       PROFETA

SUMÁRIO:
Objetivo................................................4
Antigo testamento.............................4
Introdução...........................................4
Definições:...........................................4
          Profeta e profecias ..........................4
          O profeta no AT ................................4
          Moises e o ministério profético ....5
Conclusão ...........................................5

Novo Testamento..............................6
Introdução..........................................6
Revisão bibiografica.........................7
          Definições.................................7
          As profecias do NT.................8
          Termo profeta.........................9
          O dom de profecia...............................................9
          Funções...................................10
          Diversos meios......................10
                 Impressões..................... 11
                 Sonhos..............................11
                 Visões................................11
                 Êxrase...............................12
                 Arrebatamento 
          de Espirito...........12
                 Visitação de
          anjos.....................12
                 A voz audível de
          Deus......................13
                 Orientações praticas 
        do NT......................13
                Todos podem e devem ter a                        oportunidade.......13
                Os profetas devem 
        dar oportunidade.....13
                Homens e Mulheres 
        podem profetiza .......13
                Os profetas não são 
        infalíveis..................14
                O dom de profecia 
        está sujeito ao.........15
                O dom de profecia 
        varia..........................15
                O dom de profecia 
         não é um instrumento para
         adivinhações e orientações
         pessoais...................16
                Possíveis perigos na 
         utilização do dom de 
         profecia...................16
                Considerações
         finais........................17
                Referencias  
        bibliográfic.............18      
           

                                                   
                                                      PROFETA

OBJETIVO: Explicitar o caráter do ministério profético.
                                  
 No Antigo Testamento.
INTRODUÇÃO
Neste trimestre, estudaremos, na Escola Bíblica Dominical, o ministério profético na Bíblia. As lições a serem estudadas visam orientar a respeito da natureza profética da fé judaico-cristã. Diferentemente de profissões de fé, que se baseia na experiência (misticismo) ou na razão (deísmo), o judaísmo e o cristianismo se fundamentam na palavra profética (revelação). Durante as aulas, atentaremos para o caráter profético da fé judaico-cristã, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Na aula de hoje, analisaremos panoramicamente o ministério profético no Antigo Testamento.

DEFINIÇÕES:
1. PROFETAS E PROFECIAS,.
Profetizar, em hebraico, é nabá que pressupõe sempre uma atuação do Espírito de Deus. Essa palavra significa “anunciar” ou “declarar”. A atividade profética através do Espírito de Deus se manifestou, inicialmente, aos anciãos e reis de Israel (Nm. 11.5; I Sm. 10.5; 19.20), ainda que Abraão seja o primeiro na Bíblia a receber a denominação de profeta (Gn. 20.7). Deus é quem prepara os profetas e os comissiona para essa tarefa (Ex. 3.1-4; Is. 6; Jr. 1.4-19; Ez. 1-3; Os. 1.2; Am. 7.14,15). Nos dias de Samuel existia uma escola de profetas que deram ao ofício profético autoridade e perpetuidade (I Sm. 19.18-19; II Rs. 2.3-5; 4.38; 6.1). Os estudiosos fazem a diferença entre os profetas canônicos e não canônicos. Entre esses últimos estaria Micaias, em I Rs. 22.8, que profetizou contra o rei Acabe em Israel. Entre os canônicos, destacamos Jeremias e Ezequiel que denunciaram o pecado do povo de Judá (Jr. 19.14; 20.21; 26.9; Ez. 34.2) e das nações (Ez. 4.7; 6.2; 13.2; 21.2; 29.2; 36.6; 38.2; 39.1). Positivamente, os profetas visualizaram a reconstrução de Israel, em Ezequiel, a partir de um vale de ossos secos (Ez. 37.4) e Joel, antevendo a atuação do Espírito em uma era vindoura (Jl. 2.28). Profeta, em hebraico, é nabi, palavra formada a partir de nabá, utilizada para se referir ao ministério profético. O profeta do Senhor está comissionado a falar, a ser um porta-voz de Deus. O termo nabi também é utilizado no Antigo Testamento para os falsos profetas, os quais estão sujeitos ao julgamento divino, tais como os profetas de Baal (I Rs. 18.19; II Rs. 10.19).
2. O PROFETA NO ANTIGO TESTAMENTO
O profeta do Antigo Testamento atua pelo Espírito Santo a fim de denunciar práticas que se opõem à vontade de Deus (Am. 8.4-6). O profeta manifesta a insatisfação do Senhor devido o ser humano ter se distanciado dEle e buscado alternativas inócuas (Jr. 2.12-13). O profeta tende à impopularidade, pois suas palavras costumam ser perturbadoras (Is. 49.2; Hc. 2.6,9 11-12; Is. 10.13; Jr. 8.9). A mensagem profética destoa dos valores comumente reconhecidos pela sociedade (Jr. 11.18; Is. 40.15,17; Jr. 4.23-26). O profeta vetero-testamentário é um iconoclasta, isto é, um destruidor de ídolos, sejam eles externos – os deuses pagãos – ou internos – produto da religiosidade judaica (Jr. 6.20; 7.21-23). Isso porque o profeta percebe, pela Palavra do Senhor, que a religiosidade, per se, manifestada na adoração do templo, era incapaz de manifestar uma fé genuína, na verdade, serviria apenas para ocultar a ausência de uma espiritualidade sadia (Jr. 7.4-15). Mas o profeta, em consonância com o Senhor, não é insensível à dor do povo, nem mesmo aos seus pecados (Ez. 18.23), sua meta principal é conduzi-lo ao restabelecimento espiritual (Is. 35.3). Para tanto, o profeta chama seus ouvintes à responsabilidade. Por causa disso, o profeta é obrigado a viver em solidão, e frequentemente, na miséria (Jr. 15.15; 20.9-18; Am. 5.10), mesmo assim, não pode fugir da responsabilidade para a qual foi comissionado (Ez. 2.4-6; 3.8,9; 33.6-7; Mq. 3.8; Jr. 2.19). Apesar de tudo isso, o profeta encontra satisfação no Senhor, nas Suas Palavras (Jr. 15.16).

3. MOISÉS E O MINISTÉRIO PROFÉTICO
Ainda que haja menção de Abraão como profeta (Gn. 20.7), é Moisés o primeiro profeta nacional de Israel. Esse homem de Deus fora chamado para retirar o povo de Israel do cativeiro egípcio. Durante a caminhada pelo deserto, no capítulo 11 de Números, há um registro da manifestação do Espírito Santo, fazendo com que os anciãos de Israel profetizassem. Depois de serem levados ao tabernáculo, os anciãos experimentaram um pentecoste no Antigo Testamento, ainda que, naquele momento, não tenha havido a manifestação de línguas, como em Atos 2. Mas, do mesmo modo, o Espírito Santo atuou entre os israelitas, e esses passaram a profetizar (Nm. 11.25). Depois dos setenta anciãos, Eldade e Medade, não mais entre os setenta, mas no meio do arraial. A profecia desses foi censurada por alguns que assistiam no local. Um moço, não identificado pelo texto bíblico, se dirigiu a Moisés, para reclamar da profecia de Eldade e Medade. Josué, o auxiliar direto de Moisés, concordou com a reclamação do rapaz. Moisés, porém, foi sensível à atuação do Espírito Santo, e não censurou a profecia. Ao contrário, “porém Moisés lhe disse” que seria interessante que não apenas aqueles, mas que todo o povo de Israel profetizasse (Nm. 11.29).
CONCLUSÃO
Algumas lições podem ser extraídas dessa passagem bíblica: 1) é Deus, e não os homens, quem autentica a autoridade ministerial através do Seu Espírito; 2) o Espírito Santo opera como lhe apraz, pois Ele é Soberano; 3) as manifestações do Espírito Santo não são exclusividades da liderança; 4) os líderes verdadeiramente chamados por Deus não devem ter receio de perderem a função e nem viverem em competição uns com os outros; e 5) contanto que esteja em conformidade com a Palavra de Deus, não há motivos para temer a manifestação do Espírito Santo.


 No Novo Testamento

1 - INTRODUÇÃO

Com o derramamento do Espírito Santo no dia de pentecostes, em Atos capítulo 2, cumpriu-se a profecia do profeta Joel 2:28-32 e iniciou-se a Igreja de Cristo. A realidade de uma nova aliança entre Deus e o homem é firmada na obra salvífica de morte e ressurreição de Jesus, a qual torna disponível, a todos aqueles que por meio da fé e do arrependimento entregam suas a Cristo e se submetem ao seu senhorio.

Com este ato de fé e entrega o cristão instantaneamente é inserido no corpo de Cristo e batizado no Espírito Santo, (1Co 12:1-10) isto é, ele passa a ser habitado pela terceira pessoa da trindade, o Espírito Santo, que operacionaliza a obra de justificação, regeneração, santificação e futura glorificação do cristão.

Com a presença permanente do Espírito Santo na vida do cristão, abre-se um leque de possibilidades para os filhos de Deus do Novo Testamento que supera em muito a experiência dos que buscavam a Deus no Antigo Testamento, e tinham apenas uma presença momentânea do Espírito Santo em suas vidas para trazer capacitação sobrenatural no exercício de alguma tarefa comissionada por Deus.

Em Joel 2:28-32 encontra-se a seguinte profecia:

 28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões. 29 E também sobre os servos e sobre as servas naqueles dias derramarei o meu Espírito. 30 E mostrarei prodígios no céu, e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça.31 O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.32 E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; porque no monte Sião e em Jerusalém haverá livramento, assim como disse o Senhor, e entre os sobreviventes, aqueles que o Senhor chamar.



Esta profecia anuncia o tempo onde todos os que buscarem a Deus poderão ser salvos e receber o derramar do Espírito Santo em suas vidas, capacitando-os para uma vida de acordo com a vontade de Deus, regida por uma lei interior e não mais por uma lei exterior, fundamentada em rituais e processos.

Com este derramar do Espírito Santo que se cumpriu em Atos 2, agora cada cristão tem a possibilidade de se comunicar com Deus, ouvir a sua voz por meio das Escrituras e demais meios soberanos escolhidos pelo Criador para se revelar aos seus filhos. Além disso, todos são transformados em potenciais profetas, isto é, poderão ser usados por Deus para comunicar a sua Palavra a todas as pessoas a quem Deus queira falar ou exercer quaisquer outros dons distribuídos pelo Espírito Santo ao corpo de Cristo.

Neste contexto de nascimento da Igreja e de derramamento do Espírito Santo no Novo Testamento, o presente artigo busca apresentar uma visão geral sobre prática do dom de profecia na igreja do Novo Testamento, segundo a ótica da corrente teológica que afirma a contemporaneidade dos dons espirituais miraculosos para os dias de hoje.

Neste estudo, não serão abordados os assuntos referentes aos argumentos que sustentam e defendem a contemporaneidade de tais dons para os dias atuais, sendo assim, este estudo objetiva expor as definições e práticas de tal dom profético na comunidade cristã primitiva nos tempos de Paulo, o apóstolo, e recomendá-los para a pratica das igrejas contemporâneas.

2 - REVISÃO BIBLIOGRÁFICA
2.1 - A definição do dom de profecia segundo o Novo Testamento
O dom de profecia é mencionado e exemplificado de forma extensa nos capítulos 12 e 14 do livro de 1Coríntios, que foram escritos pelo apóstolo Paulo, para corrigir alguns excessos que ocorriam na igreja de Corinto e que estavam prejudicando o convívio e a edificação desta comunidade cristã. O presente artigo terá como base principal, estes dois capítulos para fundamentação bíblica da prática do dom de profecia e os comentários de diversos autores sobre estas passagens.

Primeiramente, é muito importante que seja dado algumas definições do dom de profecia na visão de diferentes autores, segundo Grudem (2010) o dom de profecia pode ser compreendido como o simples relato de uma mensagem, que o Espírito Santo traz a mente da pessoa. Já para Wagner (2004) a profecia é a capacidade dada por Deus para que algumas pessoas anunciem uma mensagem direta e divinamente ungida da parte de Deus para o seu povo. Blomberg (1995), ressalta que a profecia pode incluir a predição de eventos futuros, mas normalmente o seu conteúdo tem como predominância a exortação ao povo de Deus sobre a sua vontade. Outra definição importante é dada por Iverson (1976) que declara que quanto uma pessoa exerce o dom de profecia ela se torna porta-voz de Deus, e passa falar de acordo com a mente e o conselho de Deus, mas sem a autoridade canônica e inerrânte dos profetas do Antigo Testamento.

2.2 - As profecias do Novo Testamento são diferentes das profecias do Antigo Testamento e não possuem a mesma autoridade que as Escrituras Sagradas.

No Antigo Testamento os profetas eram porta-vozes de Deus e o que eles falavam eram consideradas as palavras do próprio Deus, carregavam em si o poder da inerrância e da autoridade canônica divina, sendo autorizados a escreverem as Escrituras Sagradas. Já no Novo Testamento, ocorre uma mudança das funções da posse da autoridade canônica para pronunciar e registrar as palavras do próprio Deus, Conzelmann (1988). Essa função é repassada dos profetas para os apóstolos, uma nova classe criada por Jesus para representar a nova aliança, esses mensageiros enviados por Cristo, para proclamar a sua palavra era um grupo restrito de apenas algumas pessoas que foram comissionadas pessoalmente por Jesus para tal trabalho e encargo, Bevere (2006).

Sandnes (1991), elucida que no Novo Testamento existem dois tipos de profecias: a dos apóstolos-profetas, que sucedem os profetas verotestamentários canônicos, que possuíam a autoridade de proferir palavras divinas e dotadas de inerrância e que poderiam ser consideradas Palavra de Deus ou Escrituras Sagradas e as profecias proferidas pelos demais cristãos que eram portadores do dom espiritual da profecia, cujas proclamações poderiam ser julgadas e testadas em virtude da possibilidade de equívocos de interpretação ou aplicação da revelação recebida, (1Co 14:29).

Nos escritos de Paulo, evidencia-se que ele não considerava que as palavras proferidas por meio do dom de profecia, nas igrejas do Novo Testamento, eram equivalentes aos profetas canônicos da velha aliança, pois ele recomenda a avalição de tais declarações e também demonstra que os cristãos primitivos também não qualificavam tais proclamações como comparáveis as mensagens dos profetas do Antigo Testamento, chegando ao ponte de Paulo precisar instruir os cristão de Tessalônica a não desprezarem as profecias, (1Ts 5:20).

No Novo Testamento os apóstolos que eram dotados por Deus para ministrarem e darem instruções normativas e de cunho canônico e universal ao corpo de Cristo, em quanto os profetas da igreja primitiva, ministravam sobre questões locais e de caráter de edificação, consolação e exortação, de acordo com Stott (2000), não sendo autorizados, a acrescentarem palavras nas Escrituras Sagradas do Novo Testamento e os mesmos deveriam estar subordinados e sujeitos a liderança apostólica, (1Co 14:37-38), conforme contribui Grudem (2004) em sua explanação.

Embora a profecia no Novo Testamento não transmita autoridade divina intrínseca, é eminentemente proveitosa e deve ser tida na mais alta estima, (1Co 14:9; 1Ts 5:20).

2.3 - A definição do termo “profeta” no contexto do Novo Testamento

No período do Novo Testamento, o sentido do termo profeta ou prophetes já não carregava o mesmo sentido e peso, da expressão em hebraico nabi que era usada para designar os profetas do Antigo Testamento, que falam em nome de Deus, as palavras do próprio Deus. A expressão profeta já tinha se secularizado e era empregado na comunidade greco-romana para várias atividades e trabalhos.

Grudem (2004), cita várias profissões que recebiam a terminologia “profeta” para designar suas práticas, dentre elas encontram-se: os filósofos, os especialistas em botânica, os professores, os escritores e os charlatões da medicina também eram classificados como profetas no período do Novo Testamento entre 40-120 d.C. Apenas pela palavra profeta não era possível identificar o verdadeiro sentido ao qual a palavra estava se referindo, pois como o seu uso se tornou muito abrangente, apenas pela análise do contexto em que o termo estava sendo empregado que era possível determinar para o real objetivo linguístico.

2.4 - O dom de profecia é diferente do dom de ensino no Novo Testamento

O dom de profecia não pode ser confundido com o dom de ensino/pregação, pois são dons distintos em funcionalidade e operacionalidade. Grudem (2010), apresenta vários argumentos que comprovam a distinção entre os dons de profecia e ensino/pregação, são eles: os dons de profecia e ensino são apresentados de forma distinta nas páginas do Novo Testamento, a profecia é baseada em uma revelação espontânea e não preparada e contém informações que não se encontram nas Escrituras apesar de não contradizê-las, já o ensino é fundamentado em um estudo preparado dos ensinamentos das Escrituras e contém apenas o que está registrado nos livros canônicos, a profecia não pode trazer instrução normativa, doutrinária e ética, já o ensino pode ser usado por meio da exposição das Escrituras para afirmar as ordens divinas de conduta ética e doutrinária, a profecia normalmente tratava de um assunto que não era conhecido por todos e normalmente envolvia a revelação de conhecimentos e informações que eram pensamentos e segredos do coração das pessoas (1Co 14:24-25), já o ensino é a explicação e aplicação das ordenanças divinas contidas nas Escrituras.

Fee (1987) concorda com os argumentos apresentados anteriormente por Grudem (2010) e acrescenta ainda, que as profecias têm menos autoridade que o ensino, e que as mesmas, devem estar sujeitas e em concordância com o ensino correto e autorizado das Escrituras, não sendo aceitável existir qualquer discordância entre as Escrituras e o conteúdo das mensagens de profecia, também afirma que as Escrituras não podem ser questionadas como as profecias devem ser questionadas e julgadas, mas relembra que o ensino também sempre deve ser questionado, pois a prática do ensino também está sob influência do intelecto da pessoa que ministra o ensino.

2.5 - As funções do dom de profecia na igreja local

No Novo Testamento a profecia neotestamentárias, tem como conteúdo, objetivos e funções as ações de: trazer edificação a igreja At 14:3, ministrar consolação a indivíduos At 14:3, aplicar exortação e fortalecimento At 14:3; At 15:32, trazer instrução e ensino At 14:31, causar convicção de pecado e arrependimento por meio da revelação de segredos do coração e pensamentos 1Co 14:24-25, dar orientação ministerial At 13:1-3, trazer advertências At 21:4-5, identificar dons espirituais e chamados ministeriais 1Tm 1:18; 1Tm 4:14, predizer situações e eventos futuros afim preparar o povo de Deus At 11:27-30; At 21:11; Ap 1:1; Ap 4:6; Ap 22:6 e também para auxiliar na resolução de problemas e questões difíceis de interpretação At 15:28. Portanto o dom espiritual de profecia possui um universo de aplicações de alto valor agregado para o crescimento da igreja local do novo testamento e seu aperfeiçoamento espiritual.

2.6 - Diversos meios pelos quais Deus pode se comunicar para revelar uma mensagem profética a uma pessoa em particular

São diversos os meios pelos quais uma pessoa pode receber uma mensagem profética, ou uma comunicação divinamente inspirada, para trazer benefícios de edificação à comunidade eclesiástica de Cristo. A seguir são apresentados os meios utilizados por Deus, nos escritos do Novo Testamento.


2.6.1 - Impressões:

Uma das manifestações mais comuns de recepção das mensagens proféticas são as impressões na mente, Deere (1998) explica afirmando que é as impressões seguem um sentido similar ao de uma intuição inspirada, mas a mesma é pelo Espírito Santo, um pensamento que vem a mente da pessoa de forma espontânea e não planejada, com uma expressão de uma ideia completa e que não foi formulada pela pessoa de forma consciente. Segundo Thompsom (2002), muitas pessoas descobrem que vários pensamentos que são considerados “vagos” por elas, e que aparentemente não fazem nenhum sentido para elas, mas quando elas pronunciam ou compartilham esses pensamentos, acabam descobrindo que essas informações proferidas, acabam edificando, consolando ou exortando, outro irmão em Cristo que estava passando por uma situação ou circunstâncias que se encaixam perfeitamente no que foi descrito.

2.6.2 - Sonhos:

Os sonhos, que são as imagens produzidas pela mente humana em momentos de sono profundo, expressando vivencias do dia-a-dia da pessoa, suas angustias ou necessidades, também podem ser um caminho pelo qual o Espírito Santo entregará uma mensagem profética, (Mt 2:12; 27:19). No novo testamento existem duas palavras em grego: onar e enupnion que representam contextos nos quais Deus falou com pessoas por meio de sonhos espirituais, que tinham um significado e uma mensagem especial para a pessoa. Scott (2006), adverte que os sonhos podem ter três origens: o Espírito de Deus, a alma humana ou espíritos demoníacos e enfatiza que não se deve dar muita atenção e importância aos sonhos até que seja discernida, de forma precisa a origem de tal experiência.

2.6.3 - Visões:

Na mesma categoria dos sonhos, encontram-se as experiências de visões, mas ao invés de serem recebidas durante o sono, são vivenciadas quando a pessoa está acordada. No novo testamento existem duas que são empregadas para definir estas recepções proféticas, são elas: horama e horasis (At 9:10-16; 16:9). A autora Jacobs (2001), contribui com o presente artigo expondo que pode existir uma variação na intensidade das visões que são experimentadas, variando de rápidas visões interiores que aparecem por segundos na mente do indivíduo a visões intensas e prolongadas na qual uma imagem ou cena são apresentados a pessoa de forma vívida e chamativa.

2.6.4 - Êxtase:

No livro de Atos, conforme as passagens a seguir demonstram, (At 10:2; 11:5; 22:17) uma outra experiência mais intensa, também pode ser considerada na comunicação profética entre Deus e uma pessoa, é o êxtase ou ekstasis em grego. Joyner (2002), define êxtase como uma situação a onde os sentidos da pessoa são suspensos e ela perde o poder de interferir na experiência a qual está sendo submetida e a pessoa sente-se como que transportada para dentro da visão que está tendo. Essa possivelmente é uma experiência que quando utilizada pelo Espírito Santo, objetiva chamar a atenção da pessoa de forma completa e a evitar distrações na comunicação do conteúdo da mensagem divina. De acordo com Sandnes (1991), o êxtase era mais comumente experimentando pelos profetas do Antigo Testamento, mas também ocorre algumas vezes no Novo Testamento, não sendo uma forma usual e corriqueira de comunicação sobrenatural entre Deus e seus profetas na igreja primitiva.

2.6.5 - Arrebatamento de espírito:

Tal qual como o êxtase, outra forma de interação entre Deus e o profeta é o arrebatamento de espírito, expresso em grego na seguinte sentença: egenomehn ehn pneumatii e exposto nas passagens neotestamentárias a seguir, (2Co 12:2-3; Ap 4:1-2). Champlim (2005), define o arrebatamento de espírito, como uma situação em que o espírito da pessoa é retirado de seu corpo, e a pessoa é levada a regiões celestiais assim como Paulo e João, experimentaram e entram em contato com seres celestiais em seu habitat natural, o mundo espiritual, e recebem palavras e informações que devem ser compartilhadas com a igreja.

2.6.6 - Visitações de Anjos e do Senhor Jesus:

Em grau similar das visões, as visitações angelicais que comumente é expressa pela palavra grega optasia e explicitada nos versículos (Lc 1:11; 26-38; At 1:3; 10:1-6), possuem várias ocorrências nas escrituras, onde um mensageiro divino se materializa perante uma pessoa para entregar uma orientação divina, Cooke (2005). Seguindo na mesma categoria de materialização de personalidades celestiais, nos livros do Novo Testamento, ocorrem experiências poderosas de visitações do Senhor Jesus ressurreto à pessoas, a onde uma revelação ou apokalupsis (At 7:55-56; 9:3-7; 23:11; Ap 1:17-18) é manifestado ao receptor profético, Menzies (2002).


2.6.7 - A voz audível de Deus:

E por fim, uma das experiências proféticas mais raras encontradas no Novo Testamento, encontra-se a escuta da voz audível de Deus, definida na expressão grega, phone e nas passagens de (Mt 3:17; Lc 9:28-36). Para Wentroble (1999), a voz audível de Deus, é um meio de se transmitir uma mensagem de forma clara, e de uma maneira que os ruídos de comunicação sejam minimizados, intentando que o profeta compreenda de forma clara o que está sendo manifesto por Deus.

2.7 - Orientações práticas do Novo Testamento para regulamentação do exercício do dom de profecia na igreja local

2.7.1 - Todos podem profetizar e devem ter a oportunidade de fazê-lo:

Para Fee (1987) e Cranfield (1979) algumas pessoas eram chamadas de profetas porque supostamente exerciam a proclamação profética com maior frequência, mas a possibilidade de profetizar estava disponível a todos da congregação, (1Co 12:31; 14:1, 5, 39). Não dar espaço para o pronunciamento das revelações, recebidas por intermédio do dom de profecia era considerado, “abafar” o Espírito, (1Ts 5:19) e Robeck (1993) ressalta que as profecias deveriam sempre ser proferidas nas reuniões de adoração para o bem da igreja.

2.7.2 - Os profetas devem dar oportunidade para que outras pessoas também compartilhem as suas mensagens proféticas, segundo as normas de Paulo, um profeta deveria se calar e sentar para dar oportunidade a outro, quando fosse avisado que outra pessoa no meio da congregação tinha recebido uma revelação da parte Deus que deveria ser comunicada a igreja, (1Co 14:30-31). Com esta recomendação Paulo deixa claro que nas reuniões de edificação da igreja não deveriam ser monopolizadas por nenhuma pessoa.

2.7.3 - Homens e Mulheres podem profetizar:

No exercício do dom de profecia não há distinção de gêneros, entre homem e mulher, (At 21:8-9; 1Co 11:4-5) como era imposto à prática do ensino na igreja local, segundo as ordenanças apostólicas de Paulo, (1Co 14:33-35). Portanto, Paulo ensinava e incentivava a prática do dom de profecia por qualquer cristão, mas ressaltava que nem todos possuiriam este dom, assim como nem todos falariam em línguas (1Co 12:29-30).

2.7.4 - As profecias não são infalíveis, são incompletas e devem ser testadas:

 De acordo com os ensinos paulinos, (1Co 13:12; 14:29; 1Ts 5:19-21) as profecias não são infalíveis, são incompletas e devem ser testadas. O profeta como uma pessoa humana e falível, pode receber uma revelação divina correta e errar na interpretação ou aplicação desta mensagem. No livro de Atos, há o registro de uma profecia proferida por Ágabo, um profeta itinerante que viajava por diversas igrejas, ministrando e exercendo o seu dom profético, (At 11:27-30; 21:11), a profecia de Ágabo, inspirada pelo Espírito Santo, previa que os judeus iriam amarrar e prender Paulo e entrega-lo aos gentios, Paulo foi realmente preso mas a profecia não se cumpriu da forma que Ágabo profetizou, ela estava errada em alguns detalhes que foram proferidos por ele mas que não se tornaram realidade. Este é apenas um exemplo de como uma profecia que verdadeiramente foi inspirada pelo Espírito Santo, segundo o escritor de Atos, pode ser influenciada pelo intelecto humano na sua interpretação e pronunciamento.

Para que o dom de profecia seja utilizada da melhor maneira, os profetas da igreja devem se colocar humildemente a disposição dos demais irmãos da congregação para que suas palavras avaliadas e testadas por irmãos mais experientes na palavra e no uso dos dons proféticos. Em 1Co 14:29 Paulo usa a expressão “falem dois ou três e os outros julguem cuidadosamente o que foi dito” e em 1Ts 5:21 ele exorta os tessalonicenses que “examinem tudo e retenham o que é bom” no contexto destas passagens fica explícito o desejo de Paulo, de que as pessoas deveriam ouvir as profecias e discernir qual parte delas deveria ser recebida como boa e útil para edificação e qual parte poderia ser descartada por ter sido apenas uma influência da mente do profeta.

Cooke (2005), oferece um conjunto de perguntas que devem ser levadas em consideração na avaliação e julgamento das profecias, elas compreendem os seguintes pontos: a profecia está em harmonia com as Escrituras ou apresenta algum erro doutrinário? A profecia exalta a Cristo, ao profeta ou o destinatário da profecia? Sua aplicação traz edificação, consolo ou exortação? A profecia demonstra sinais de manipulação ou controle por parte do profeta para com o destinatário da mensagem? Bevere (2006), acrescenta ainda outros itens que devem ser levados em consideração: Existe paz em relação à mensagem profética recebida ou inquietação? Há um espírito de humildade ou de soberba no estilo de pronunciamento da profecia? O profeta possui o Fruto do Espírito de forma evidente em sua vida? O profeta é reconhecido por sua ética e submissão à liderança da igreja local ou tem tendências à rebeldia?

Com as orientações apresentadas anteriormente pode-se estabelecer na igreja local, uma regulamentação do exercício do dom de profecia de acordo com os ensinos paulinos no Novo Testamento e de uma forma que realmente contribua para o aperfeiçoamento da igreja e conversão dos incrédulos.

Mesmo sendo uma fonte de controvérsias as profecias não devem ser desprezadas, segundo Paulo em 1Ts 5:20, pois os seus benefícios são muito maiores que seu malefícios, e se bem supervisionado pela liderança e presbitério da igreja local, a igreja pode se beneficiar grandemente com aquilo que Deus pode proporcionar à igreja conforme exposto na sessão de funções do dom de profecia.

2.7.5 - O dom de profecia está sujeito ao profeta:

No momento da entrega da profecia, o profeta deve estar no controle de suas emoções e ação, pois segundo Paulo a pessoa que profetiza tem o controle sobre o exercício do dom de profecia, em 1Co 14:29-33, fica evidente que o exercício do dom profético não é uma experiência extática, isto é, não afeta o controle mental e racional da pessoa enquanto pronuncia a mensagem, a pessoa tem domínio sobre sua fala, sua entonação de voz, e sobre as palavras que escolhe para pronunciar a revelação recebida.

O padrão exigido por Paulo na prática deste dom difere muito do padrão dos profetas das seitas greco-romanas que segundo Grudem (2004), ficavam com seus sentidos alterados e eram “possuídos” pelos espíritos dos oráculos que os utilizavam para canalizar as mensagens proféticas de adivinhação, isto é, não tinham controle sobre o que faziam enquanto profetizavam.

Outra recomendação relacionada ao controle do profeta sobre o uso dom está relacionada com as palavras empregas para repassar o relato da revelação, em nenhum momento no Novo Testamento, observa-se o padrão verotestamentários de pronunciação profética, que utiliza declaração na primeira pessoa, dando a entender que quem está falando é o próprio Deus ou o termo “Assim diz o Senhor”. Bickle (2003) incentiva que a profecia seja compartilha de uma forma simples e natural, sem uso de expressões padronizadas, sem sotaques, alteração da voz, sem movimentos corporais repetitivos e frenéticos, deve-se apenas relatar o que pessoa, viu, ouviu, sentiu ou experimentou durante o momento em que Deus falava com a pessoa.

2.7.6 - O dom de profecia varia em força, intensidade e precisão:

Conforme uma pessoa utiliza e exercita o dom de profecia, ela pode desenvolver um maior grau de experiência, exatidão e força na sua ministração, Chown (2002) o dom pode variar em força e intensidade conforme Grudem (2010) baseado no texto de Rm 12:6 que declara “se é profecia, seja segundo a medida da fé”, Grudem entende que este texto demonstra uma variação no exercício do dom de profecia que será mais ou menos intenso segundo a medida de fé que a pessoa possuiu. Portanto o profeta deve falar de modo proporcional à confiança e certeza que possui uma palavra que provém verdadeiramente da parte de Deus.

A prática de qualquer habilidade ou atividade produz familiaridade, segurança e experiência e com o uso dos dons espirituais, não é diferente, quanto mais uma pessoa se coloca a disposição do Espírito Santo para ser usado com os dons espirituais, mas ela vai aprender a usar seus dons e mais edificar ela será na edificação do corpo de Cristo.

2.7.7 - O dom de profecia não é um instrumento para adivinhações e orientações pessoais:

Os cristãos não devem criar uma dependência do dom de profecia ou de profetas para tomar decisões diárias e rotineiras da vida, o objetivo deste dom não servir de amuleto para consultas rápidas de quais são as melhores decisões a serem tomadas, Goll (2004). Deus dotou cada cristão com sabedoria e com a presença do Espírito Santo que ajuda a cada um a discernir o que deve ser feito conforme a vontade de Deus, o cristão deve usar o seu intelecto para estudar, examinar e averiguar os ensinamento das Escrituras e com base nelas conduzir sua vida. A liderança da igreja também nunca deve apelar para o uso não autorizado de falsas profecias para induzir pessoas da igreja a concordarem com suas ideias e projetos.

2.8 - Possíveis perigos na utilização do de profecia

Com o exercício prolongado do dom de profecia, as pessoas podem acabar sendo denominados de profetas, e com isso seus corações tornam-se mais propensos a brechas no caráter para o orgulho e a soberba espiritual, fazendo com que muitas destas pessoas, passem a demonstrar certo sentimento de superioridade em relação a outros cristãos que possuem dons espirituais de menor demonstração pública, Iverson (1976).

Também pode ocorrer a hiper-valorização das experiências subjetivas em detrimento da objetividade do ensino bíblico e consistente das Escrituras, problema este, que deve ser corrigido pela liderança pastoral da igreja para que não se crie uma cultura mística na comunidade, Wagner (2004).

Por fim, conforme Hill (1979), outros perigos relacionam-se à tentação de rebeldia e insubmissão perante as lideranças locais, que muitas vezes por não compreenderem a manifestações do ministério profético acabam marginalizando muitas pessoas que afirmam vivenciar experiências recepção de mensagens divinas por outros meios além da leitura sistemática da bíblia.



3 - CONSIDERAÇÕES FINAIS

Após a análise dos textos bíblicos do Novo Testamento, que abordam o ensino sobre o dom de profecia e as suas demonstrações práticas, e após a verificação das considerações e interpretações dos argumentos e pensamentos de diversos autores especialistas no estudo da pneumatologia, exegese e línguas originais do Novo Testamento, o presente artigo conclui que o exercício do dom de profecia na igreja local do Novo Testamento era um instrumento vital para edificação da comunidade cristã primitiva, tornando a vivencia espiritual dos cristãos mais intensa na percepção da proximidade e cuidado divino para com as questões pessoais e individuais de cada pessoa, as quais muitas vezes eram abordadas em mensagens proféticas que visavam o seu encorajamento e fortalecimento na fé.

As orientações de regulamentação do dom de profecia no Novo Testamento apresentadas neste artigo, podem contribuir para que muitas igrejas na atualidade repensem as suas práticas no uso do dom de profecia, sejam elas igrejas carismática, pentecostais ou tradicionais e que com isso passem a permitir o exercício de tal se ainda não o fazem ou para corrigir quaisquer divergências nas suas práticas em relação aos ensinos paulinos sobre este assunto específico.

Para que os objetivos divinos de amadurecimento e aperfeiçoamento dos santos sejam alcançados conforme Efésio 4:11-14 o emprego de todos os dons são necessário pois eles foram disponibilizados pelo próprio Senhor Jesus a sua Igreja:

 11 Foi ele quem “deu dons às pessoas”. Ele escolheu alguns para serem apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e ainda outros para pastores e mestres da Igreja. 12 Ele fez isso para preparar o povo de Deus para o serviço cristão, a fim de construir o corpo de Cristo. 13 Desse modo todos nós chegaremos a ser um na nossa fé e no nosso conhecimento do Filho de Deus. E assim seremos pessoas maduras e alcançaremos a altura espiritual de Cristo. 14 Então não seremos mais como crianças, arrastados pelas ondas e empurrados por qualquer vento de ensinamentos de pessoas falsas.

Pode-se negligenciar ou ignorar completamente a prática do dom de profecia no meio da igreja sem que haja quaisquer prejuízos ao desenvolvimento da fé dos cristãos? Será que uma igreja que por livre e espontânea vontade, e de forma deliberada, que decide não ensinar e incentivar o uso do dom de profecia está em concordância com os ensinos bíblicos e com expectativa de Deus para a sua Igreja? Não segundo o apóstolo Paulo, que ensinou aos seus discípulos, que valorizassem a busca e a prática deste dom: “Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia” 1Co 14:1. “Portanto, meus irmãos, busquem com dedicação o profetizar” 1Co 14:39. “quem profetiza, edifica a igreja” 1 Co 14:4. Se na visão de Paulo, era necessário que a problemática igreja de Corinto, buscasse e desenvolvesse o dom de profecia em sua comunidade, para amadurecimento e edificação, não seria também proveitoso que as igrejas contemporâneas também procurassem obedecer a estes conselhos?

Espero que o breve artigo possa ter despertado entre os seus leitores, o interesse em conhecer melhor a fundamentação bíblica e teórica sobre o tema dos dons espirituais, principalmente os que estão ligados ao ministério profético da igreja neotestamentária. Como a literatura sobre o assunto é muito extensa, recomendo que estudos futuros possam aprofundar as questões relacionadas ao desenvolvimento da utilização do dom de profecia, especialmente ao que se refere na recepção das mensagens proféticas e em como ensinar as pessoas a perceberem e a prestarem mais atenção na linguagem de comunicação do Espírito Santo com os cristãos.

4 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.

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JENSEN, J. Dimensões éticas dos profetas. São Paulo: Loyola, 2009.
Fonte: Pb. José Roberto A. Barbosa

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BICKLE, Mike. Descobrindo o dom profético. Belo Horizonte: Editora Atos, 2003.
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 _________________. O novo testamento interpretado versículo por versículo. São Paulo: Editora Hagnos, 2005.
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CRANFIELD, C.E.B. Romans. Edinburgh: T & T Clark, 1979.
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GOLL, Jim. O poder profético da visão. São Paulo: Editora Vida, 2004.
GRUDEM, Wayne. Cessaram os dons espirituais? 4 pontos de vista. São Paulo: Editora Vida, 1996.
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IVERSON, Dick. The Holy Spirit today. Portland: Bible Temple Publications, 1976.
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JOYNER, Rick. O ministerio profético. São José dos Campos: MCI Editora, 2002.
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WAGNER, Peter. Descubra seus dons espirituais. São Paulo: Abba Press, 2004.
WENTROBLE, Bárbara. Intercessão profética. Belo Horizonte: Diante do Trono Publicações, 1999.
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[i] Graduando do Curso de Bacharelado em Teologia na modalidade CEAD, pela Universidade da Grande Dourados – UNIGRAN. Dourados - MS

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Arquiologia Biblica Das muitas definições dadas à Bíblia

Arquiologia Biblica
Das muitas definições dadas à Bíblia


Arquiologia Biblica Das muitas definições dadas à Bíblia, é provável que uma das mais interessantes tenha sido a de Gerald Wheeler que definiu a inspiração como “Deus falando com sotaque humano”. De fato, a Bíblia é a Palavra do Altíssimo entrando em nossa história e participando ativamente dela. Logo, seria interessante lembrar que as Escrituras Sagradas não nasceram num vácuo histórico. Elas possuem um contexto cultural que as antecede e envolve. Suas épocas, seus costumes e sua língua podem parecer estranhos a nós que vivemos num tempo e geografia bem distantes daqueles fantásticos acontecimentos, mesmo assim são importantíssimos para um entendimento saudável da mensagem que elas contêm. Como poderíamos, então, voltar a esse passado escriturístico? Afinal, máquinas do tempo não existem e idéias fictícias seriam de pouco valor nesta jornada. A solução talvez esteja numa das mais brilhantes ciências dos últimos tempos: a Arqueologia do Antigo Oriente Médio. Usada com prudência e exatidão, a Arqueologia poderá ser uma grande ferramenta de estudo não apenas para contextualizar corretamente determinadas passagens da Bíblia, mas também para confirmar a historicidade do seu relato. É claro que não poderemos com a pá do arqueólogo provar doutrinas como a divindade de Cristo ou o Juízo final de Deus sobre os homens. Esses são elementos que demandam fé da parte do leitor. Contudo, é possível – através dos achados – verificar se as histórias da Bíblia realmente aconteceram ou se tudo não passou de uma lenda. Aí, fica óbvio o axioma filosófico: se a história bíblica é real, a teologia que se assenta sobre essa história também o será. Talvez seja por isso que ao invés de inspirar a produção de um manual de Teologia, Deus soprou aos profetas a idéia de escreverem um livro de histórias que confirmassem a ação divina em meio aos acontecimentos da humanidade. Como tudo começou

A Septuaginta



A Septuaginta


A Bíblia dos cristãos primitivos, que falavam grego, era a Septuaginta. Quando Alexandre, o Grande, conquistou o mundo antigo no século IV a.C., a lingua franca (ou comum) do mundo passou a ser o grego. Com o passar do tempo, os judeus que habitavam fora da Palestina praticamente abandonaram o hebraico, adotando a língua grega. Assim houve necessidade de traduzir as Escrituras para esse idioma. Um grupo de anciãos e escribas judeus que viviam em Alexandria, no Egito (onde havia a maior concentração de judeus do mundo antigo), realizou esse trabalho por volta de 250 a.C. Há uma lenda entre judeus de que setenta e dois tradutores - seis representantes de cada uma das doze tribos - fizeram a tradução da Torá, trabalhando individualmente. Quando terminaram, compararam seus escritos e, para sua surpresa, eram todos idênticos! O termo Septuaginta vem do latim e significa "setenta", uma referência aproximada ao número de tradutores. Geralmente é abreviada como LXX (setenta em algarismos romanos). Os judeus que falavam grego e viviam fora da Palestina adotaram-na como sua Bíblia, e os cristãos primitivos fizeram o mesmo.

COMO SE FORMOU O ANTIGO TESTAMENTO



1. Os trinta e nove livros que compõem o AT foram escritos durante um período de mais de mil anos.

2. As histórias, os hinos, as mensagens dos profetas e as palavras de sabedoria foram agrupadas em coleções, que, com o tempo, foram juntadas e aceitas como escritura sagrada.

3. Alguns livros de história que são mencionados no AT se perderam. São eles: o Livro do Justo (Js 10.13), a História de Salomão (1Rs 11.41), a História dos Reis de Israel (1Rs 14.19) e a História dos Reis de Judá (1Rs 14.29)

4. Os Livros de Salmos e de Provérbios são obra de vários autores.

Fonte: Bíblia de Estudo NTLH
http://magnamosser.blogspot.com.br/

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

JOÃO BATISTA ERA ELIAS REENCARNADO? JOAO-BATISTA-

 

 JOÃO BATISTA ERA ELIAS REENCARNADO ? JOÃO-BATISTA-

                 "A-reencarnação-de-Elias"


 Dirigindo-se a Jesus, perguntaram-lhe os seus discípulos: "Por que dizem, pois, os escribas ser necessário que Elias venha pri­meiro? Então Jesus respondeu: De fato Elias já veio, e não o reconheceram, antes fizeram com ele tudo quanto quiseram, Então os discípulos entenderam que lhes falara a respeito de João Batista" (Mt 17.10-13).

 Acerca de João Batista, disse mais Jesus: "E, se o quereis dar crédito, é este o Elias que havia de vir" (MT 1.14) 

 Opinião Espiritista prevalecendo-se do literalismo destas passagens, escreveu Allan Kardec: "A noção de que João Batista era Elias e de que os profetas podiam reviver na Terra, depara-se em muitos passos dos Evangelhos, especialmente nos acima citados. Se tal crença fosse um erro, Jesus não a deixaria de combater, como fez com muitas outras, mas, longe disso, a sancionou com sua autoridade... É ele mesmo Elias, que havia de vir'. Aí não há nem figuras nem alegorias; é uma afirmação positiva" (O Evangelho Segundo o Espiritismo,Um dos conceitos de hermenêutica mais conhecido é aquele segundo o qual a Bíblia interpreta-se a si mesma. Portanto, somos impedidos de lançar mãos de recursos alheios ao contexto bíblico para interpretar o mais simples dos seus ensinos. A Bíblia mesma dá respostas às suas indagações. A pergunta: "João Batista era Elias reencarnado ou não?" responde o próprio João Batista, dizendo: "Não sou" (Jo 1.21). 

 Sobre João Batista, diz Lucas 1.17: "E irá adiante dele no es­pírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto". Isto não quer dizer que João fosse Elias, mas que no seu ministério haveria peculiaridades do ministério de Elias. De fato, a Bíblia não trata de nenhum outro caso de dois homens, cujos ministérios tenham tanta semelhança como João Batista e Elias. Lembra o refrão popular: "Tal Pai, tal filho". Isto não quer dizer que o filho seja absolutamente igual ao pai, ou que um seja a reencarnação do outro, mas sim, que existem hábitos comuns entre ambos.Dentre as muitas razões pelas quais cremos que João Batista não era Elias reencarnado, queremos citar as seguintes: Os judeus criam que João Batista fosse Elias ressuscitado, não reencarnado (Lc 9.7,8)

 Se os judeus realmente acreditassem que João era Elias reencarnado e não ressuscitado, não teriam em outra oportunidade admitido que Cristo fosse Elias ressuscitado. João Batista e Cris­to, que viveram simultaneamente por cerca de trinta anos, não podiam ser Elias ressuscitado ou reencarnado, ao mesmo tempo (Lc 9.7,9).

 Se reencarnação é o ato ou efeito de reencarnar, pluralidade de existências com um só espírito, é evidente que um vivo não pode ser reencarnação de alguém que nunca morreu. Fica claro assim que João Batista não era Elias, já que este não morreu, pois foi arrebatado vivo ao céu (2 Rs 2.11). 

 Se João Batista fosse Elias, quem primeiro teria conheci­mento disso teria sido ele mesmo e não os judeus ou os espíritas. Àqueles que lhe perguntaram: "És tu Elias?", ele respondeu de­sembaraçadamente: "Não sou" (Jo 1.21).

 Se João Batista fosse Elias reencarnado, no momento da trans­figuração de Cristo teriam aparecido Moisés e João Batista, e não Moisés e Elias (Mt 17.18).

 Fica evidente, portanto, que a Bíblia não apóia a absurda teo­ria espiritista da reencarnação. Até mesmo os chamados "fatos com­provados" da reencarnação, apresentados pelos advogados do es­piritismo, na verdade não comprovam coisa alguma.

 

 

Fonte:
Raimundo de Oliveira
Seitas e Heresias – Um sinal do fim dos tempos
Editora CPAD

sábado, 19 de janeiro de 2013

O GOVERNO ECLESIASTICO


             O GOVERNO ECLESIASTICO


O Governo Presbiteriano Ver artigo principal: Presbiterianismo O governo presbiteriano é uma forma de organização da Igreja que se caracteriza pelo governo de uma assembleia de presbíteros, ou anciãos. Esta forma de governo foi desenvolvida como rejeição ao domínio por hierarquias de bispos individuais (forma de governo episcopal). Esta teoria de governo está fortemente associada com os movimentos da Reforma Protestante na Suíça e na Escócia (calvinistas), com as igrejas reformadas e mais particularmente com a Igreja Presbiteriana. O governo presbiteriano serviu e serve de inspirações a vários regimes democráticos ao redor do mundo, principalmente no que diz respeito às esferas de poder. A forma de governo consiste numa ordem crescente de conselhos. O menor de todos os conselhos é o Conselho da Igreja Local, formado pelos ministros docentes (pastores) e pelos ministros leigos (presbíteros). Acima dos conselhos locais se encontram os Presbitérios, formados por presbíteros representantes de cada igreja de sua área de abrangência. Envolvendo os Presbitérios e formado por representantes dos mesmos, está o Sínodo, de autoridade máxima em sua circunscrição. Como estância máxima de apelação e decisões sobre a igreja está a Assembléia Geral ou Supremo Concílio, que toma todas as decisões sobre a Igreja e trata dos assuntos externos, ficando a cargo de exercer poder jurídico sobre decisões tomadas por conselhos inferiores.

Aimee Semple McPherson

                               
                     Aimee Semple McPherson


Aimee Elizabeth Kennedy nasceu em uma fazenda em Salford, Ontario, Canada.[3] Seu pai, James Kennedy, era um fazendeiro.[4] A jovem Aimee foi primeiramente exposta a religião através da sua mãe Mildred, conhecida como "Minnie". O trabalho posterior de McPherson na difusão do Evangelho foi o resultado da observação do trabalho de sua mãe com os pobres no Exército da Salvação cozinhando sopas. Quando criança ela brincava de "Exército da Salvação" com seus colegas de classe e em casa reunia uma congregação com as suas bonecas, dando-lhes um sermão.[5] Na adolescência, Aimee desviou-se dos ensinamentos da sua mãe lendo romances, indo ao cinema e à bailes, os quais eram fortemente desaprovados pelo Exército da Salvação. No colegial, ela foi ensinada sobre a Teoria da Evolução de Charles Darwin[6], isto lhe fez questionar os pastores locais sobre fé e ciência, contudo ficou descontente com a falta de respostas que recebeu.[7] Ela, então, enviou uma carta ao jornal canadense, Family Herald and Weekly Star, perguntando por que os contribuintes apoiavam o ensino da evolução nas escolas públicas.[8] Ainda estando no colegial, Aimee iniciou uma cruzada contra a evolução, iniciando uma labuta por toda a vida. Carreira Robert e Aimee Semple (1910) Em dezembro de 1907, foi com seu pai a uma Reunião de Avivamento, promovida por Robert Semple, evangelista irlandês. A mensagem de Robert, a toca profundamente, mas, ainda assim Aimee tentou fugir procurando por três dias se distrair das palavras do evangelista em músicas de jazz. Mas três dias após aquela pregação, voltando para casa de trenó, Aimee se converteu. Daí pôr diante Aimee passou a buscar a presença de Deus. Muitas indagações surgiram na mente de Aimee sobre o Ministério da Mulher, sanadas pela Bíblia. Na primavera, Robert Semple, o evangelista, vindo de Stanford, vai visitar algumas crianças doentes. Conversando, Robert lhe diz: Sei que tem apenas 17 anos, mas eu a amo de todo coração. Logo vai fazer 18. Quer casar-se comigo e ir em minha companhia para a China? Aimée o aceitou. Robert falou com os pais de Aimée, pedindo consentimento, e de maneira simples e franca tiveram sua bênção. No dia 22 de agosto de 1908 se casaram. E, segundo Aimée, ele foi o seu Seminário Teológico, seu mentor espiritual, seu marido terno, paciente e dedicado. Para ajudar no salário como evangelista, Robert trabalhou numa fábrica de caldeiras. Os dias melhoraram e ele foi chamado para Londres, Ontário e Chicago. Ele trabalhava incansavelmente para Deus, e Aimée fazia as tarefas menores, cuidava da casa, tocava piano e orava com os convertidos. "Vamos para a China em seis semanas", anunciou Robert certa noite. "Vamos colher pérolas amarelas para a coroa que depositaremos aos pés do Salvador". Na China Ao pregarem numa igreja de italianos, para se despedirem, foram surpreendidos com ofertas em dinheiro, cheques, ouro, etc. Quando chegaram em casa, a soma deu para as passagens e um pouco mais. Depois de pregarem no Canadá voltaram a Ingersoll para se despedirem dos pais de Aimée. Daí seguiram para Irlanda, a fim de visitar e também se despedirem da família de Robert. Aimee está grávida. Primeiro passariam na Inglaterra. Em Londres iriam procurar Cecil Polhill, o milionário cristão que, com certeza, os ajudaria a chegar ao seu almejado destino. Ali, Aimée fez a sua primeira pregação, numa convenção onde estavam reunidas cerca de 15 mil pessoas. A oferta feita pôr Polhill os levara à China. Lá chegando, os missionários vestidos de branco, exclamaram: "Ei, vocês aí. Bem vindos à China!" Ficaram algum tempo numa grande missão e foram iniciados sobre a maneira e os meios de começar suas tarefas. Logo depois de sua chegada, Robert começou a pregar o Evangelho através de um intérprete, e Aimée a procurar uma casa. Foi acometida de malária tropical, ficando um mês, dia e noite, no leito. A sua única preocupação era a criança. Robert também caiu doente, tentou relutar e, com muito esforço, deixou a cama para lutar pela vida, mas a cada dia foi piorando, prostando-se no hospital, mas Robert acabou morrendo desta doença. Devagar, ganhando velocidade aos poucos, o Empress foi deixando a linha costeira da China, levando Aimée e sua filha com apenas 13 semanas, de volta para América, ela pensava que agora teria que decidir tudo sozinha, resolvendo procurar bons amigos de Robert, buscando uma orientação para sua nova vida. Dificuldades pessoais e ministeriais Com a morte de Robert Semple, Aimée começa a passar por dificuldades financeiras e também necessita dedicar mais tempo a sua filha, pois estava com a saúde muito fragilizada, seus problemas pessoais cada dia mais dificultavam sua vida ministerial. Em meio a tantas dificuldades pessoais e ministeriais, Aimee Semple aceitou casar-se com Harold McPherson; seria a oportunidade de reconstruir um lar seguro para ela e sua filha, também a oportunidade de desenvolver o seu ministério com mais tranqüilidade. Durante algum tempo o marido de Aimée passou por dificuldades financeiras, ela começou a arrecadar ofertas para o Exército de Salvação, com isso conseguia ajudar nas despesas da casa. Neste período engravidou; quando seu filho Rolf McPherson nasceu teve que parar de trabalhar. Dedicando-se totalmente aos filhos e a rotina do lar, tendo que deixar sua chamada, Aimée caiu num estado de depressão, adoecendo gravemente e foi levada a um hospital. Aimée pedia a cura a Deus, mas a cada pedido ouvia o Senhor dizendo: "Tu irás? Pregarás a palavra?". Mas somente depois de um ataque repentino de apendicite que a levou a 5 operações em um mesmo dia, chegando ao ponto de pedir a morte, durante a madrugada ouviu a voz do Senhor: "Agora tu irás?"; quase sem forças respondeu-lhe: "Sim, Senhor, eu irei". Em 15 dias ela estava totalmente recuperada. Não se sentindo forte, para entrar em discussão com seu marido e sogra quanto ao seu chamado, resolveu partir com seus filhos, voltando para o ponto de origem, Canadá. Encontrou total apoio de seus pais, que se ofereceram para cuidarem de seus filhos, telegrafou para seu marido pedindo que ele fosse ao seu encontro. Aimée participou de um encontro pentecostal em Ontário, onde teve um novo encontro com Deus, assim iniciando o seu ministério no Canadá, apesar de na época ser raro uma pregadora, foi respeitada e aceita pelos sinais que Deus operava através de sua vida. Ministério Em sua primeira campanha em Mount Forest, em 1915, McPherson mandou-lhe um telegrama para que voltasse para sua casa. Ela não aceitou, e ele veio ao seu encontro e ouvindo uma de suas pregações reconheceu o chamado de Deus na vida dela, estimulando-a a continuar. A primeira Edição da revista Bridall Call foi lançada em 1917, Aimée fez sua primeira viagem transcontinental em 1918, atravessou o continente em seu carro com uma frase: "Carro do Evangelho" e "Jesus voltará, prepare-se!", acompanhada pelo casal de filhos, sua mãe e uma secretária. Entre 1918 e 1923 realizou 38 campanhas; no ano 1922 o seu ministério tornou-se internacional quando realizou uma campanha na Austrália. Neste mesmo ano na Califórnia quando pregava sobre a visão de Ezequiel 1:1-28 foi inspirada a denominar o seu ministério como Quadrangular. No dia 1 de janeiro de 1923, foi inaugurado o templo Sede Internacional Angelus Temple com capacidade para 5000 pessoas. Aimée dirigia 21 cultos por semana, nos primeiros meses 7000 pessoas encontraram a salvação em Jesus Cristo. Trinta e três dias depois foi inaugurado o Instituto de Treinamento Evangelistico e Missionário, Aimée também consagrou uma sala de oração baseada no versículo "Orar sem Cessar". Em 6 de fevereiro de 1924 consagrou a primeira rádio pertencente a uma igreja nos Estados Unidos e a terceira de emissora em Los Angeles, a KFSG. Aimée também foi autora de vários livros, 105 hinos e 13 opéras sagrada. Sequestro Durante um passeio na praia foi abordada por uma senhora que chorava muito e pedia para que fosse orar pela sua filha que estava morrendo no carro, chegando ao carro percebeu que era uma cilada e foi sequestrada. Chegando ao cativeiro indagou aos sequestradores a razão do seu sequestro, e eles disseram que pediriam um resgate e ficariam com o Templo. Ficou presa por quase um mês em uma casa, depois levada para uma cabana primitiva por dois ou três dias, quando se viu sozinha pulou a janela, conseguindo escapar para o deserto, onde andou o dia inteiro, passando por muitos perigos. Já era madrugada quando avistou uma casa, onde foi pedir ajuda. O senhor Gonçales chamou a policia do Arizona para registrar o sequestro e avisar sua mãe; a polícia registrou o sequestro e a encaminhou para o hospital, não acreditando que tratava da senhora McPherson, chamaram um editor para identificá-la, ele confirmou e assim ela pode entrar em contato com sua mãe pelo telefone. Todos quando souberam da notícia no Templo, ficaram muito felizes com a volta da irmã McPherson. Nesta época ela foi muito perseguida pelos jornalistas e autoridades que não acreditaram em sua história. Volta ao Ministério Aimée voltou à suas viagens evangelísticas. Uma parada nessa viagem foi na cidade Baltimore, onde os jornais divulgaram-na como "Mulher Milagrosa", através desse anuncio o teatro ficou repleto de paralíticos e doentes. Durante as viagens evangelísticas, sua mãe cuidava com eficiência do Templo em Los Angeles. Com a morte de sua mãe, Aimée assumiu o Templo, tendo um desgaste físico e mental, adoecendo gravemente e seu filho Rolf, que havia voltado de uma viagem evangelística assumiu a liderança. Sua Morte Na noite de 26 de setembro de 1944, Aimée pregou o seu último sermão perante uma multidão na Califórnia. Esta foi a mesma cidade em que 22 anos antes recebeu a visão do Evangelho Quadrangular.

CASAMENTO COMO SÍMBOLO ESPIRITUAL

CASAMENTO COMO SÍMBOLO ESPIRITUAL

 Fundação

 Aimee Semple McPherson (1890-1944), uma evangelista conhecida como "Irmã Aimee", fundou a Igreja do Evangelho Quadrangular em 1921. Los Angeles foi o centro das operações, o Angelus Temple foi inaugurado em Echo Park em 1 de janeiro de 1923, reunindo 5300 pessoas. McPherson foi uma celebridade, participando de eventos públicos, de modo que semanalmente nos domingos parava completamente as ruas de Los Angeles, juntamente com o prefeito e estrelas de cinema, diretamente para o Angelus Temple. Ela construiu o templo, e o L. I. F. E. Bible College na porta ao lado, no canto noroeste das terras que possuía no centro da cidade.

O status de celebridade de McPherson continuou até depois de sua morte, em biografias como a de 1976 Hallmark Hall of Fame, o drama The Disappearance of Aimee e o filme independente de 2006 Aimee Semple McPherson retratando a sua vida, particularmente seu desaparecimento em Maio-Junho de 1926 e a controvérsia jurídica que se seguiu.[4][5] Após a Irmã Aimee

Seu filho, Rolf K. McPherson, tornou-se presidente e líder da igreja após a morte de Aimee Semple McPherson em 1944, cargo que ocupou durante 44 anos.[6] Sob sua liderança, a denominação passou de cerca de 400 igrejas a mais de 10000. A Igreja Quadrangular formou a Fraternidade Pentecostal da América do Norte em 1948 em Des Moines, Iowa, em uma aliança com as Assembleia de Deus, a Igreja de Deus (Cleveland), a Open Bible Standard Churches, a Igreja Internacional Pentecostal de Santidade e outros. Angelus Temple, construído por Aimee Semple McPherson e dedicado em 1° de Janeiro de 1923. O templo está defronte do Echo Park, próximo do centro de Los Angeles, California.

Em 31 de maio de 1988 o Dr. John R. Holland se tornou o terceiro presidente da Igreja, uma posição que ocupou até Julho de 1997.[6] Em 1994, 46 anos após a fundação da Irmandade Pentecostal, foi reorganizada como Igrejas Pentecostais/Carismáticas da América do Norte, depois de combinar com organizações afro-americanas, mais significativamente a Igreja de Deus em Cristo.

O Dr. Harold Helms serviu como presidente interino de julho de 1997 até julho de 1998, e foi seguido pelo Dr. Paul C. Risser, que se tornou presidente em 16 de abril de 1998, na 75.ª convenção anual da igreja.[7]

Em outubro de 2003, sob a direção de Risser, a igreja vendeu a estação de rádio de Los Angeles KFSG-FM para o Sistema de Radiodifusão Espanhol por $250 milhões.[8] A liderança de Risser levou a outra controvérsia de alto nível para a igreja, quando sem a participação da mesa de diretores da denominação e do conselho de finanças, os fundos da igreja foram investidos em empresas cujo alvo era a "comunidade evangélica unida", mas acabaram por ser esquemas de Ponzi.[9] Risser renunciou a sua posição de liderança em março de 2004.

Jack W. Hayford é o presidente da Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular desde 1° de outubro de 2004. Hayford é fundador de A Igreja no Caminho em Van Nuys, Califórnia e ministérios Caminho Vivo. Ele, junto com os pastores Roy Hicks, Jr em Eugene, Jerry Cook em Gresham, Ronald D. Mehl da Igreja Quadrangular de Beaverton, em Beaverton, e John Holland em Vancouver, Colúmbia Britânica, foram creditados pela igreja com o estabelecimento de um plano de crescimento da denominação.[10]

A denominação Quadrangular, sob a liderança de Hayford, está em "conversas missionárias" com o movimento emergente, sendo parte de um esforço para a "Multiplicação da Igreja" .[11] "Multiplicação da Igreja", também apoia o movimento de igrejas domésticas através de recursos que sustentam a expansão da "Rede Quadrangular de Igrejas Simples."[12] Doutrina da Igreja

A Igreja Quadrangular acredita no seguinte:[13]

A Bíblia como palavra inspirada por Deus A Santíssima Trindade A morte expiatória de Cristo pelos pecadores Salvação através da graça de Deus no Senhor Jesus Cristo A necessidade de sincero arrependimento e aceitação de Cristo O novo nascimento (Santificação) O crescimento diário através do poder, oração, amor e serviço Batismo por imersão Comunhão/ Ceia do Senhor O batismo no Espírito Santo Os dons espirituais e fruto do Espírito Santo Cura divina O retorno iminente de Jesus Cristo Julgamento Final Evangelismo enfatizado no discipulado dízimo e ofertas

Moderação - A moderação dos cristãos deve ser óbvia a outros e que o nosso relacionamento com Jesus nunca deve conduzir pessoas a fanatismos extremos; suas vidas devem ter como modelo a vida de Cristo em retidão, em equilíbrio, em humildade, e em sacrifício próprio.

Relação com a Igreja - é um dever sagrado para se identificar com uma congregação de crentes para adorar a Deus, observar as ordenanças de Cristo, exortar e apoiar os outros, o trabalho para a salvação dos outros e trabalhar juntos para o avanço no Reino do Senhor.

Governo Civil - governo civil está pela nomeação divina e as leis civis devem ser respeitadas em todos os momentos, exceto nas coisas contrárias à vontade de Deus.

Céu - céu é a habitação da glória do Deus vivo e eterno lar dos crentes nascidos de novo.

Inferno - inferno é um lugar de escuridão, a mais profunda tristeza e fogo inextinguível, que não estava preparado para o homem, mas para o diabo e seus anjos, e ele vai se tornar o lugar de separação eterna de Deus para todos os que rejeitam a Cristo como Salvado

r. A Quadrangular enfatiza um relacionamento de todo o coração com Deus, um meio de falar com Deus através da oração, meditação e jejum, junto com o serviço social por meio de Cristo.

Vale ressaltar que a Igreja do Evangelho Quadrangular não prega usos e costumes, estando o membro disposto a vestir o que lhe convir perante seu entendimento. Nada é proibido, porque Deus nos deu o livre arbítrio, mas para que as pessoas saiam ou não entrem no pecado tudo é ensinado e você mesmo se proíbe após entender profundamente do assunto. A denominação também prega que devemos cuidar do nosso corpo pois é o templo do Espírito Santo, especial para Deus. Governo eclesiástico

O governo eclesiástico da Igreja do Evangelho Quadrangular é o governo episcopal. Sendo assim existe toda uma hierarquia na igreja. Os profetas passam por duas categorias ministeriais: Obreiro Credenciado, Aspirante ao Ministério, sendo o terceiro Ministro do Evangelho. Os postos e cargos são concedidos pelos Conselhos (grupos administrativos e executivos) dela no país, estado, município ou região. Os diáconos trabalham na organização dos templos, organizando-os e ajudando em todos os cultos, sendo de grande ajuda também no culto de Ceia do Senhor.

Os grupos administrativos são nomeados desta maneira: Conselho Diretor Local (município), Conselho Estadual de Diretores (estado)[14] e Conselho Nacional de Diretores (país)[15][16]. Em todos os conselhos existem os órgãos, que são: presidência, vice-presidência, tesouraria e secretaria. Para definir a cada ano o novo Conselho Nacional é realizada uma convenção a cada quatro anos. Para definir Conselhos Diretores Locais é, todo ano, convocada uma assembléia geral no município com todos os membros da Igreja do Evangelho Quadrangular para formar o Conselho Diretor Local no outro ano: se o indicado a um cargo administrativo não tiver o título de Ministro do Evangelho, a igreja vota no modo que for ordenado pelo pastor titular e em quem o mesmo indicou para fazer parte do seu Conselho. Caso o indicado tenha o posto de Ministro do Evangelho, não é uma indicação e sim uma escolha do pastor titular. No Conselho Nacional de Diretores são todos denominados reverendo, sendo um título empregado apenas em Ministros do Evangelho. Existem também os bispos, também chamados de superintendentes, que regem uma ou mais regiões eclesiásticas.

Conselho Nacional de Diretores

Esta lista de Conselheiros é formada com os membros eleitos de 2008 até a atualidade. Em 27 de março de 2012 houve eleição para os cargos de Presidente, 2º Vice Presidente, 2º Secretário e 1º Tesoureiro e os anteriores pastores foram reeleitos, permanecendo em seus respectivos cargos no CND. Todos os diretores são titulados Reverendo (Rev.).

Presidência

Rev. Mário de Oliveira - Presidente

Vice-Presidência

Rev. Jayme Paliarin - 1º Vice-Presidente Rev. Onésimo Rodrigues de Barros - 2º Vice-Presidente Rev. Cecílio Motta de Faria Neto - 3º Vice-Presidente

Secretaria

Rev. Joaquim Ribeiro Cantagalli - 1º Secretário Rev. Dionízia José Gomes Luvizotto - 2ª Secretária Rev. Guaracy Batista da Silveira - 3º Secretário

Tesouraria

Rev. Durvalino Brocanelli - 1º Tesoureiro Rev. Adolfo Bezerra Calif Sarmento - 2º Tesoureiro Rev. Nelson Agnoletto - 3º Tesoureiro

[15][16] América do Norte

Nos Estados Unidos a igreja está dividida em distritos e, em seguida, em divisões e, finalmente, igrejas individuais. A Autoridade Geral supervisiona o escritório nacional e supervisores de distrito, e os supervisores distritais supervisionam superintendentes divisionários que supervisionam as igrejas individuais dentro da região local. Glenn C. Burris, Jr., atualmente (2004) serve como Supervisor Geral.

Um certo número de instituições de ensino estão filiados à Igreja Quadrangular. Entre estes estão Life Pacific College, anteriormente "L. I. F. E. Bible College", em San Dimas, Califórnia e o Pacific Life Bible College em Surrey, British Columbia. Igreja do Evangelho Quadrangular do Canadá

D. Anna Britton, uma graduada da L.I.F.E. Bible College, em Los Angeles, mudou-se para Vancouver, BC em 1927, com sede na L.I.F.E. Bible College do Canadá em 1928 e brotou um pequeno grupo de crentes em uma congregação de cerca de 1000 pessoas, conhecida como Igreja do Evangelho Quadrangular Kingsway. Sua visão a levou para estender o Evangelho Quadrangular às três províncias do oeste do Canadá, sobre o qual ela trabalhou como supervisora por muitos anos. Outros supervisores do Canadá Western District foram, BA McKeown, Clarence Hall, Warren Johnson, Guy Duffield, Charles Baldwin, Harold Wood, Hicks Sr. Roy e John Holland[carece de fontes].

Victor Gardner tornou-se Supervisor do Canadá Western District, em 1974. Eventualmente, a fim de dar cumprimento à legislação canadense, o Canadá Western District necessitou registrar todas as propriedades em nome de uma empresa canadense e que ganhasse controle de todas as finanças também. Victor Gardner liderou o desenvolvimento da Constituição e dos estatutos, o Manual de Administração e supervisionou a transferência de todos os documentos legais para 5 de março de 1981, a Igreja do Evangelho Quadrangular do Canadá (FGCC) passou a existir.[17] Vic e Dorothy Gardner se aposentaram em 1992, passando sobre os deveres pastorais de sua igreja, Igreja Quadrangular Sunshine Hills, ao seu filho Tom Gardner e sua esposa Lottie Gardner.

Tim Peterson foi Presidente da FGCC 1992-2007. Sua esposa, Laurene, também trabalhou no Instituto Nacional de FGCC e juntos supervisionaram a criação de uma estrutura empresarial saudável e desenvolveram equipes nacionais.

Barry Buzza, que inplantou a maior Igreja do Evangelho Quadrangular no Canadá, Igreja Northside, uma igreja de três campus no Tri-Cities (Coquitlam, e duas em Port Coquitlam) na área metropolitana de Vancouver na Colúmbia Britânica, foi eleito presidente em 1 de julho de 2007. Sua posse teve lugar no Centro de Convenções FGCC numa quinta-feira, 25 de outubro de 2007 na Pattison Chandos Auditorium, em Surrey, na Colúmbia Britânica.

Nigéria

A igreja tem uma presença majoritária na Nigéria, iniciando a sua missão em torno de 1950.[18] Ela está presente em Lagos.[18] História no Brasil

Fundada em São João da Boa Vista - São Paulo, a 15 de novembro de 1951, pelo missionário da Foursquare Church Gospel, Pastor Harold Edwin Williams, auxiliado pelo Pastor Jesus Hermirio Vasquez Ramos. O primeiro natural de Los Angeles e o segundo natural do Peru[19]

A obra começou numa casa na cidade de Poços de Caldas, junto com uma escola de inglês, indo depois para São João da Boa Vista, onde foi construído pelos fundadores um pequeno templo.[19]

Em 1952 vieram para a capital de São Paulo realizar campanhas evangelísticas a convite de um pastor da Igreja Presbiteriana do Cambuci e pouco tempo depois foram para uma tenda de lona no mesmo bairro. De lá foram para o bairro da Água Branca e então para o salão da Rua Brigadeiro Galvão.[19]

A tenda passou então a viajar pelo Estado de São Paulo como a tenda número um, enquanto nos salões da rua Brigadeiro Galvão as senhoras da igreja começaram a ajudar um irmão que havia trabalhado muito tempo com um circo e que as ensinou a costurar tendas.[19]

As tendas compradas ou fabricadas na própria igreja saíram peregrinando por lugares como Casa Verde, Americana, Limeira, Vitória, Curitiba e vários outros. Numa onda contagiante, o movimento crescia e cada tenda dava origem a um novo núcleo que se constituía em uma nova igreja.[19]

Na década de 1960, já sob a liderança do Pastor George Russell Faulkner, estabeleceu-se a meta de levar a mensagem a cada capital de Estado, sendo depois espalhada nos outros municípios. As tendas passavam e deixavam uma nova comunidade formada. Os finais das décadas de setenta e oitenta foram marcados pelo evangelismo dinâmico e pela construção de grandes e belos templos.[19]

Em 1997, a igreja contava com 5.530 templos e obras novas (que estão funcionando em 2026 templos, 1778 salões e 1726 tabernáculos de madeira), além de 4000 congregações e pontos de pregação, que funcionam sob a responsabilidade das igrejas locais.

Ao todo eram 2887 ministros, 1488 aspirantes e 10648 obreiros credenciados (deste total de 15023 membros do ministério, 5951 eram mulheres). Trabalhavam ainda 38000 diáconos e diaconisas, com um total de aproximadamente 1.600.000 membros.[19]

No Brasil a Igreja do Evangelho Quadrangular tem estrutura administrativa episcopal em que as Sedes de Regiões Eclesiásticas intra-estaduais (Catedrais) são administradas por um Superintendente (Bispo) sendo vitalícia a sua nomeação, enquanto que as Sedes Estaduais (Conselhos Estaduais) são dirigidas por Bispos eleitos em Convenções e Assembleias com mandatos temporários, permitidas reeleições seguindo a mesma forma as funções diretivas na Sede Nacional (Conselho Nacional), também permitidas reeleições[carece de fontes].

A Igreja Quadrangular Internacional está hoje em mais de 100 países (desde 1944 o Sol brilha ininterruptamente sobre a bandeira Quadrangular, pois ela está em todos os continentes). Só a igreja brasileira já tem nove missionários em sete desses países.[19]

Para preparar pessoas para esse ministério, a igreja conta com os Institutos Teológicos Médios, e Básicos (com mais de 4500 alunos e 1200 professores), cursos preparados pela Secretaria Geral de Educação e Cultura, além de vários livros e publicações evangélicas de qualidade preparadas pela Editora e Publicadora Quadrangular George Russell Faulkner, situada em São Paulo.[19]

  Resumo da Visão de Ezequiel 1

No capítulo 1 de Ezequiel, os 4 rostos vistos representam 4 aspectos da vida de Cristo associados aos 4 evangelhos:
Emblema

Cruz Quadrangular.jpg
 1. A Cruz representa a salvação

Pomba Quadrangular.jpg
2. A Pomba representa o Espírito Santo.

Cálice Quadrangular.jpg
3. O Cálice representa a cura divina.

Coroa Quadrangular.jpg
4. A Coroa representa a segunda vinda de Jesus Cristo.



1. Jesus Cristo, o Salvador


Enviado por Deus para salvar o mundo (Romanos 3:23) O Rosto do Homem: Jesus Cristo, o Salvador Evangelho: Lucas Jesus é representado como "Filho do homem" Símbolo da salvação: a cruz (Colossenses 1:20) Cor simbólica da bandeira: Escarlate (vermelha) Versículo-chave: Lucas 19:10 - "Porque Ele veio buscar e salvar o que se havia perdido"

2. Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo

Dando poder e unção do Espírito Santo (Atos 1:5;8) O rosto de Leão: Jesus Cristo, o Batizador no Espírito Santo Evangelho: João Jesus é representado como "Filho de Deus" Símbolo do batismo no Espírito Santo: a pomba (Mateus 3:16) Cor simbólica da bandeira: Ouro (amarelo) Versículo-chave: João 1: 32-33 - "Esse é o que batiza com o Espírito Santo"

3. Jesus Cristo, o Grande Médico

Tocando os enfermos com poder curador (Mateus 8:17) O rosto de Boi: Jesus Cristo, o Grande Médico Evangelho: Marcos Jesus é representado como "servo" Símbolo da cura divina: o cálice (I Coríntios 10:16) Cor simbólica da bandeira: Azul-claro Versículo-chave: Marcos 10:45 - "Porque o filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir"

4. Jesus Cristo, o Rei que Voltará

Vindo como o Rei dos Reis (I Tessalonicenses 4:16-18) O rosto de Águia: Jesus Cristo, o Rei que Voltará Evangelho: Mateus Jesus é representado como "O Rei" Símbolo da Segunda Vinda: a coroa (Apocalipse 14:14 ////19:12) Cor simbólica da bandeira: Púrpura (roxa) Versículo-chave: Mateus 24:30 - "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Hino

O hino da Igreja do Evangelho Quadrangular foi criado em inglês pela fundadora Aimee Semple McPherson e traduzido para o português pelo pastor Adiel de Oliveira [20] Letra

Hino Oficial: Hino da Igreja do Evangelho Quadrangular Menu Problemas para escutar este arquivo? Veja introdução à mídia.

Eia, salvos, avançai Nada de temer Vamos firmes batalhar Prontos pra vencer Vai conosco, o General Nosso bom Jesus Ele nos dará vitória pela cruz

CORO Avante pois, e sem parar O evangelho anunciar O Evangelho Quadrangular De Deus, o nosso eterno Pai Pois Cristo salva, o pecador Para que seja um bom cristão Cura também, a sua dor Qualquer doença e aflição Com seu poder, quer batizar Do céu virá pra nos levar E com Ele nós havemos sempre de reinar

Vamos templos levantar Por todo o Brasil A pregar sem descansar Nosso Rei gentil Vamos missionários ser Todos, todos nós Transmitindo com prazer de Deus a voz